julho de 2010

RODRIGO BARRIENTOS (1931-2013), CADÊ VOCÊ?

David Cabezas Galindo e Hander Andres Henao

 

 

 

 

 

 

 

“Dizer Barrientos na Colômbia seria dizer (Candelario) Obeso,
(Jorge) Artel ou (Manuel) Zapata Olivella. Barrientos é o quarto
evangelista da arte negra colombiana”.
Javier Arango Ferrer, 1959

 

 

Durante aproximadamente três séculos (XVI – XVIII) o império espanhol impôs à nação colombiana todo seu imaginário visual: católico, conservador e branco. Nos dois séculos que se seguiram (XIX – XX), os grupos promotores da independência político-econômica do país mantiveram os mesmos traços do regime de representação visual da branquitude colonial, excluindo as comunidades não brancas ao representá-las como inferiores, reforçando estereótipos racistas e supremacistas. Não por acaso têm prevalecido nas artes plásticas colombianas neste período a formação de uma tradição visual na qual a comunidade negra é excluída dos centros formais de educação, dificultando a propagação de figuras afro colombianas como criadores na configuração do imaginário nacional.

 

É nesse contexto que emerge a trajetória de Rodrigo Barrientos (Medellín, 1931- Paris, 2013), um artista afro colombiano que desenvolveu seu trabalho fundamentalmente como pintor e gravador, reconhecido no cenário internacional especialmente pelo seu trabalho em xilogravura. Figura disruptiva dentro do regime de representação visual na tradição cultural na história do país, Barrientos superou as barreiras impostas pelos dispositivos de exclusão e formou-se, na década de cinquenta, na Escola de Belas Artes de Medellín e na Escola Nacional de Belas Artes de Bogotá, onde recebeu aulas de expoentes como Francisco Morales, Ramón Vásquez e Armando Villegas¹. Com sua criatividade original incursionou no circuito cultural e fez exposições individuais e coletivas em Bogotá, Barranquilla, Cartagena, Medellín e Cali. Entre o final dos anos 1950 e início da década de 1960, iniciou um percurso de formação-expositiva na América do Sul (passando por países como Equador, Peru, Bolívia e Brasil), expandindo sua perspectiva social e artística para além das fronteiras nacionais, e consolidando-se como um artista latino-americano (amefricano).

 

“O único pintor negro que tem Colômbia”.
Eugenio Barney, 1960

Durante os oito anos em que viveu no Brasil (1961-1969), Barrientos expôs em cidades como São Paulo, Campinas, Brasília e Curitiba, ministrou aulas de pintura, recebeu formação com o renomado artista brasileiro Milton DaCosta (1915-1988) e estudou na Escola de Belas Artes de São Paulo e Rio de Janeiro. Neste contexto, foi enriquecido e influenciado pelo movimento da gravura política no Brasil que viria a transformar significativamente sua técnica. A recíproca vivência nos dois mundos culturais (o brasileiro e o colombiano), potencializou sua criação com temas sociais e políticos vinculados com a vivência e a singularidade da cultura afrodescendente nos contextos de exclusão racial, permitindo-lhe impulsar uma reflexividade ao redor das configurações existentes nas entrelinhas entre identidade, sociedade, arte e racismo, de tal modo que sua representação visual ganhou um tom de crítica que iluminou a invisibilização imposta pelos modos tradicionais presentes na conjuntura colombiana. Nessa ordem de ideias, sobre a experiência de Barrientos no Brasil, afirma Ofelia de Villa, no texto Barrientos y sus sensaciones que viven en el color: “(…) mudou a forma de sua pintura com uma nova linguagem que para os críticos tinha nascido morto (…)”.

 

 

 

Rodrigo Barrientos em seu ateliê, na cidade de Paris, nos anos 1970. Arquivo pessoal Pilar Zurimendi.

 

 

 

Em seu retorno à Colômbia, em 1969, porém, o trabalho do artista não teve boa recepção. O processo inerente de seletividade do regime de representação visual estruturou uma tradição cultural da qual sua obra era banida por permanecer fora dos padrões próprios das elites brancas. Diante deste cenário, o artista então empreende uma nova experiência diaspórica, indo desta vez para a Europa, em 1973. Lá, fez cursos de história e sociologia da arte em Perugia, na Itália, e Paris, na França. Nesta última cidade radicou-se em 1974, residindo até a sua morte. Na Europa, Barrientos desenvolve uma carreira notável e premiada como xilogravador policromado, atingindo um nível de maestria que lhe valeu, na França, o Prêmio Bienal de Gravura Regner-Lhotellier² e o Prêmio Nacional de Gravado da Academia Francesa de Belas-Artes³, em 2008.

 

(AUTO) REPRESENTAÇÃO VISUAL NEGRA

 

A aparição do mestre Rodrigo Barrientos na disputa pela representação visual e imaginários nacionais, marcou um ponto de inflexão nas artes colombianas. Sua obra, tanto na pintura como na xilogravura, trouxe uma representação visual onde o negro deixou de ser um elemento passivo e de inferioridade, adscrito a uma série de estereótipos, para ser projetado como sujeito ativo, onde sua corporalidade é o elemento dinâmico e criador de sua identidade. Os críticos de arte não passaram despercebidos deste fenômeno e/ou anomalia dentro do regime de representação visual vigente na Colômbia. Afinal, o jovem que emergiu era um homem negro, representando visualmente corpos e cosmovisões negras, auto representando-se e questionando os imaginários visuais políticos, sociais e étnicos de um país que estava entrando na modernização.

 

Parafraseando a crítica literária indiana Gayatri Chakravorty Spivak (1942), a aparição de Barrientos nas artes visuais surge com a pergunta: pode representar-se visualmente o subalterno?

Em 1959, o crítico de arte Javier Ferrer, classifica o jovem Barrientos, então com 28 anos de idade, como parte de uma tradição afro intelectual que se consolidava para questionar as ideias racistas imperantes na Colômbia: “(…) Este jovem mestre da cor e do color vai para a antonomásia pela qualidade de seus óleos e especialmente de seus monotipos. Dizer Barrientos na Colômbia seria dizer (Candelario) Obeso, (Jorge) Artel ou (Manuel) Zapata Olivella. Barrientos é o quarto evangelista da arte negra colombiana (…)”4

 

De igual maneira, o historiador da arte Eugenio Barney em seu livro Geografia del Arte en Colombia – 1960, declarou: “(…) O jovem pintor que quero mencionar nesta seção é Rodrigo Barrientos, cuja inteligência artística se combina com um novo aspecto que pode ser benéfico ou prejudicial, dependendo de como ele o utiliza: ele pertence à raça negra. Ele é, até onde sabemos, o único pintor negro na Colômbia (…)”

 

 

 

 En la intimidad de un grabador en madera humanista: Rodrigo Barrientos, vídeo de Gerardo Otero

 

 

 

Em seu trabalho pictórico inicial a pergunta pela identidade étnica e os corpos afro colombianos se fizeram evidentemente presentes. Numa entrevista concedida em 1971, ao retornar do Brasil, a periodista Gloria Valencia Diago descreve o trabalho de Barrientos de um modo paradoxal, o que deixa em evidência o impacto e a potencialidade da obra para mexer com as estruturas que justificam o racismo no cenário cultural próprio das elites brancas: “(…) e na temática, a princípio um pouco racista; era um racismo antirracista provocado pelo racismo do outro lado (…)”

 

Embora a produção do mestre Rodrigo Barrientos não estivesse somente orientada à pergunta pela identidade, se têm identificado ao longo da sua produção visual pinturas com temática fortemente influenciadas pelas raízes afro culturais e pela situação do negro na sociedade, abarcando um período que vai de 1950 até os anos 2000.

 

 

 

Família Negra (1958), óleo sobre tela – 137 X 87 cm. Coleção Museu de Antiquia (foto: Juliana Duque), e A Brazilian Family in Rio de Janeiro (1839), de Jean-Bapstiste Debret

 

 

A expressão das condições objetivas da situação real das populações afrodescendentes é posta como uma contradição política e, nesse sentido, se trata de uma composição estética ajustada aos modos de inteligibilidade histórica próprios da sociabilidade moderna. Barrientos traz uma representação visual na qual o negro converte-se no elemento central do retrato. O outrora escravo negro representado como uma corporalidade, vale destacar, serve para indicar o poderio da família branca sobre os objetos do mundo, transmitindo a ideia de condição natural em contraste com a condição civilizada e refinada da corporalidade branca.

 

Jean-Baptiste Debret (1768-1848), um dos artistas integrantes da Missão Artística Francesa (1817), elaborou uma série de representações visuais da vida e atividades cotidianas das famílias aristocráticas no Brasil. A partir de uma genealogia colonial, ele representou as populações negras escravizadas em suas elaborações artísticas. Aqui, destacamos a obra A Brazilian Family in Rio de Janeiro (1839), pois serve de contraste para diferenciar a importância da elaboração presente na obra Família Negra (1958), de Barrientos.

A pintura Família Negra (1958), por exemplo, é um questionamento à ideia e representação tradicional da família. Nesta pintura tematiza-se a monocromática origem étnico da família tradicional, descentralizando o poder masculino em prol de elementos sociais como o afeto no âmbito das relações entre seus membros que são postos numa valorização de sua extensão. A ideia de formação de coletividade se desloca pela representação da unidade étnica ao incluir corpos numa paleta de cores quentes. A proximidade no círculo cromático da composição reflete o conjunto de relações que se estabelecem dentro da diversidade espiritual dos povos afrodescendentes que estão por fora do protótipo da branquitude ocidental. É por isso que Barrientos não elaborou uma imagem do sujeito negro como elemento isolado; ele o apresenta como subjetividade coletiva, como Familia Negra, porque quer indicar memória e tradição que se construí ao longo do desenvolvimento da vida de gerações.

 

As quatro imagens agrupadas (1,2,3 e 4) compõem o repertório visual com o qual Barrientos deixa a Colômbia, viaja pelo Equador, Peru e Bolívia e chega ao Brasil. Não apenas chega, como produz no Brasil. Não são as representações estereotipadas e discriminatórias que foram feitas da população afrodescendente que habita o território chamado Colômbia há quatro séculos. Pelo contrário, essas imagens narram cuidadosamente aspectos intrínsecos da população afro-colombiana, como a ideia de coletividade, afeto, comunidade e família. Tudo isso tendo uma relação às filosofias Ubuntu e Muntu.

 

Os três autorretratos em destaque (5, 6 e 7são obras nas quais Barrientos descoloniza os imaginários visuais: é um afro colombiano criando representações visuais de si mesmo, algo impensado em anos e séculos anteriores. Essa é a transcendência de seus autorretratos. O autorretrato, lembremos, estava sujeito à brancura devido à exclusão da comunidade afro na educação formal artística, baseada em ideias pseudocientíficas e racistas de uma suposta inferioridade racional e criativa. Entre os autorretratos existe aproximadamente uma diferença de quatro décadas, o que nos permite visualizar a preocupação do pintor em refletir sobre a passagem do tempo e suas posições sociopolíticas no futuro da vida. Na pintura Autorretrato (1958), temos um Rodrigo Barrientos jovem, com 27 anos, sendo uma completa novidade para as artes visuais do país e iniciando sua trajetória como pintor. Em Marchand des poupées (Vendedor de bonecas), 1991, o artista se representa em seu estado atual e traz como um duplo, um jovem Barrientos com sua diversão infantil, é uma espécie de desdobramento do tempo, um registro onde plasma a temporalidade de sua vida, vê seu presente e passado em um mesmo instante: “(…) Olha, este é um autorretrato. Olha. Aí estou eu e meu dublê. E a boneca com que brincava. Isto se chama Marchand des poupées (…)”

 

 

 

(1) Rodrigo Barrientos posa ao lado de suas pinturas, 1959. (2) Registro publicado no Jornal Diário de São Paulo, 1962. (3) Exposição Galeria São Marcos, Lima, Peru (1960) e (4) Catálogo da exposição na Galeria Aremar, em Campinas, Brasil (1962)

 

 

 

O último autorretrato Déguise en homme blanc (2000?) (Disfarçado de homem branco) é a reflexão final de um pintor idoso auscultando a memória e retraindo suas estratégias de sobrevivência como artista, intelectual e migrante afro colombiano, em uma sociedade globalizada e racista que, desde o início até o fim, estabeleceu limitações para que sua carreira tivesse um reconhecimento local, nacional e internacional: “(…) Esse é o comando calar, olha. É o comando calar, hehe. Você leu o título abaixo? […] para ver se consegue lê-lo? […] Déguise en homme blanc, disfarçado de homem branco. Fazer como fazem os brancos, se não te expulsam (…)”

 

 

 

Da esq. para a dir.: (1) Autorretrato, 1958. Arquivo pessoal Rodrigo Barrientos. (2) Marchand des poupées (Vendedor de bonecas), 1991. Foto: Luis Gerardo Otero. (3) Déguise en homme blanc (Disfarçado de homem branco), 2000?. Foto: Liliana Angulo Cortés

 

 

 

A pintura Mercedes Barrientos (1972), é uma das raras obras que conhecemos do artista onde ele utiliza a técnica de pintura a óleo. Trata-se da imagem de sua mãe, Mercedes Barrientos (5). Para compreender a importância desta obra, surgem as seguintes perguntas: quantas pessoas afro colombianas no século XX tiveram um retrato feito por um artista plástico? Esses retratos estavam isentos das representações pejorativas e preconceituosas? Qual seria o preço? Por que Rodrigo Barrientos usou esta técnica para deixar um registro de sua mãe?  Com a chegada da fotografia democratizou-se a possibilidade de ter um registro visual pessoal e familiar. Mas sabemos que ter uma pintura pessoal e familiar estava reservado para as elites brancas, religiosas, políticas e econômicas do país. Identificamos uma intencionalidade nesta homenagem tão íntima, mas tão política. Que um filho, artista plástico negro, em meados da segunda metade do século XX, com um pequeno acesso ao registro fotográfico, realize uma pintura da mulher que lhe deu a vida, na técnica por excelência com a qual se realizam retratos, é um exercício político de perpetuar a memória, uma espécie de reparação, uma interpelação ao sistema necropolítico que não nos permite ter registros visuais dignos e antigos de nossas ancestrais, porque diante dessa inexistência visual, a memória e as trajetórias das pessoas que nos precederam se esfumaçam, se perdem, e se cria uma dependência visual da brancura.

 

 

 

Mercedes Barrientos (1972).  Arquivo família Rodrigo Barrientos. Foto: Carolina Chacón.

 

 

 

RODRIGO BARRIENTOS E O BRASIL

 

“(…) sua pintura fez com que ele se destacasse em um meio tão competitivo como é o brasileiro, onde viveu vários anos; expôs, ganhou amigos, conheceu e se tornou conhecido. Seu nome figura no Dicionário de Artes Plásticas do Brasil (…) Lá esteve em contato com os grandes mestres da pintura, no Museu de Arte Moderna de São Paulo: Velázquez, Picasso, Goya, Greco, os expressionistas alemães (…) E por outro lado, com as figuras da arte contemporânea, através das Bienais. Para Barrientos, o mais importante da experiência brasileira foi o conhecimento de seu povo, generoso, disposto a prestar estímulo ao artista, seja colombiano, japonês ou de qualquer latitude (…)”, Gloria Valencia, em ensaio publicado no jornal El Tiempo, em 1971.

 

Desde 2021 estamos nos perguntando sobre a experiência do mestre Rodrigo no Brasil, a partir de um trabalho de revisão documental corroboram o que ele indicava nos catálogos de suas exposições nos anos 70, 80, 90 e 2000.

 

 

Nota sobre a inauguração da individual de Emanoel Araujo, na Galeria Astréia, em 1965. Acervo Folha de S. Paulo

 

 

 

Por meio de alguns dos principais jornais de São Paulo (Folha de São Paulo, Estado de São Paulo e Diário de São Paulo), identificamos registros de exposições individuais e coletivas das quais ele participou. Barrientos também é mencionado em dois livros de arte no Brasil.  O Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC Paraná) e o Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC-PE) têm em seu acervo duas pinturas do artista. As tarefas que consideramos neste momento são:

 

1 – Localizar mais pinturas do mestre no território brasileiro. De acordo com Pilar Zurimendi, a comunidade judaíca em São Paulo apoiou e comprou copiosamente sua obra;

 

2 – Entender qual foi o relacionamento que ele teve com a comunidade e intelectualidade afro-brasileira. Por ser um período de ditadura militar compreende-se a dificuldade para a participação neste tipo de processos devido ao momento de repressão militar que sofriam os movimentos étnicos, sociais e políticos. No entanto, encontramos dados que nos dão possibilidades para imaginar este tipo de encontro. O artista baiano Emanoel Araujo (1940-2022), por exemplo, realizou duas exposições individuais em duas galerias nas quais o mestre Barrientos também expôs em um período muito próximo. Embora não haja evidência de uma troca direta, podemos deduzir que se conheceram, compartilharam os mesmos espaços, e, portanto, é necessário continuar a investigar arquivos pessoais e institucionais. Enquanto Barrientos expôs na Galeria Astréia, em junho de 1962, Araújo exibiu sua obra em junho de 1965, na mesma galeria. O mesmo aconteceu na Galeria Aremar, na cidade de Campinas, onde Barrientos expôs em setembro de 1962, enquanto Araújo em 1963. O outro caso de possível diálogo do mestre Barrientos com a intelectualidade negra no Brasil ocorreu em janeiro de 1965, quando a cidade de São Paulo foi sede do IX Congresso Internacional de Pastagens. Como parte da inauguração do evento foi realizada uma exposição de artes plásticas na qual participaram o multiartista Solano Trindade (1908-1974) e Rodrigo Barrientos. É necessário entender como e qual foi o processo de formação em gravura que recebeu o mestre Rodrigo no Brasil, essa experiência marcou sua técnica para sempre, já que desde meados dos anos 70 e 80 realizou apenas gravuras.

 

A pergunta que deixamos, portanto, é: Rodrigo Barrientos, cadê você?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NOTAS

 

SOBRE O TEXTO: Este artigo é um insumo da pesquisa da tese de Doutorado em Educação Física “Interpelações de famílias afro-colombianas ao currículo oficial da Educação Física da Universidade de Antioquia, Colômbia”, de David Cabezas Galindo, feito na UFES e com Bolsa FAPES 2022-2026. Teve apoio da bolsa de mestrado UNILA, CAPES 2021-2022 e da bolsa de doutorado sanduíche CAPES 2024-2025 na Universidade Nacional de Tumbes, Peru. Também faz parte da pesquisa coletiva “Tras las huellas de Rodrigo Barrientos”, onde participam Liliana Angulo Cortés, in memoriam (1974-2026), Carolina Chacón e a Associação Amigos de Rodrigo Barrientos (Paris, França). Tem a colaboração do coletivo AfroEscola Laboratório Urbano em Santo André, São Paulo; da Profa. Dra. Michele Lopes Da Silva Alves (IFPI, Cocal) e do Grupo de estudo afro-intelectualidade de Medellín no século XX. Agradecemos ao pesquisador Gustavo Bustamante García pelo trabalho de consulta inicial no Instituto de Belas Artes de Medellín e aos profissionais da biblioteca do MAM, São Paulo e do arquivo Histórico Wanda Svevo da Bienal de São Paulo.

 

¹ No ano de seu centenário, aproveitamos para fazer uma pequena homenagem ao mestre Armando Villegas López (Pomabamba, Peru, 5 de setembro de 1926 – Bogotá, Colômbia, 29 de dezembro de 2013). O mestre Armando estudou na Escola Nacional de Artes do Peru e depois fez pós-graduação em Pintura Mural na Escola de Belas Artes da Universidade Nacional da Colômbia, em Bogotá. Ele se estabeleceu na Colômbia, onde fez parte do circuito artístico e intelectual colombiano e latino-americano. É reconhecido por ser representante do Realismo Fantástico nas artes visuais.

 

² Prêmio Paul-Louis Weiller (2008) https://www.regner.fr/prix-regner-lhotellier-le-geste-d-or/laureats/2004/rodrigo-barrientos/

 

³ Prêmio Nacional de Gravado da Academia Francesa de Belas-Artes (2008): https://www.yumpu.com/fr/document/read/43358546/le-palmaras-des-prix-2008-acadacmie-des-beaux-arts-de-linstitut-/3

 

4 Candelario Obeso (1849-1884) escritor e poeta; Jorge Artel (1909-1994) advogado, jornalista e poeta, e Manuel Zapata Olivella (1920-2004) médico, antropólogo e escritor.

 

5 O conhecimento desta pintura, e sua posterior descoberta, é baseado na entrevista realizada a Pilar Zurimendi em 14/12/2023

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

  • Acervo jornal Folha de São Paulo
  • Acervo jornal O Estado de São Paulo
  • Arquivo Histórico Wanda Svevo – Bienal de São Paulo
  • Biblioteca Pública Piloto, Medellín

 

 

  • Catálogo: Compañía Colombiana de Tabaco S.A.
    Autor: Javier Arango Ferres
    Ano: 1959
    Disponível em: Biblioteca Pública Piloto de Medellín

 

  • Livro: Profile of the New Brazilian Art
    Autor: Pietro Maria Bardi
    Editora: Livraria Kosmos, Rio de Janeiro
    Ano: 1970

 

  • Livro: Geografía del arte en Colombia
    Autor: Eugenio Barney Cabrera
    Universidad del Valle
    2005

 

  • Ensaio: Museos, etnoeducación y antirracismos. La exposición. La consentida es: La familia negra
    Autora: Carolina Cahcón
    Ano: 2021 

 

  • Catálogo da exposição Barrientos
    Centro Colombo Americano
    Bogotá, 1971

 

  • Catálogo da exposição Rodrigo Barrientos, pintura y grabado
    Edificio de la Cultura, Cámara de Comercio de Medellín
    1986

 

  • Catálogo da exposição Barrientos – arte viva
    Museo de Antioquia
    1990

 

  • Ensaio: Barrientos y sus sensaciones que viven en el color
    Autora: Ofelia de Villa
    Jornal El Colombiano (Arquivo Biblioteca Pública Piloto de Medellín)
    1986

 

  • Projeto de iniciação científica: Raul Porto e a galeria Aremar – Uma análise do cenário artístico campineiro dos anos 1950-70
    Orientadora: Profa. Dra. Maria de Fátima Morethy Couto
    Orientanda: Marjoly Morais Lino
    Bacharelado em Artes Visuais, Universidade Estadual de Campinas
    2009

 

  • Dicionário de Artes Plásticas no Brasil
    Roberto Pontual
    Editora: Civilização Brasileira, Rio de Janeiro
    1969

 

  • Ensaio: Barrientos, artista, luchador y andariego
    Autora: Gloria Valencia Diago
    Jornal El Tiempo, Bogotá
    1971

 

 

 

 

 

 

David Cabezas Galindo e Hander Andres Henao

DAVID CABEZAS GALINDO é contador de histórias. Licenciado em Educação Física, Universidade de Antioquia, Colombia. Mestre em Estudos Latino-americanos, Universidade Federal da Integração Latino-americana (UNILA), Brasil, bolsista CAPES 2021-2022. Doutorando em Educação Física, Universidade Federal de Espírito Santo (UFES), Brasil, bolsista FAPES 2022-2026. Meus temas de pesquisa abrangem educação física, práticas ludo-corporais afro, a Cátedra de Estudos Afro-Colombianos e a intelectualidade amefricana. /// HANDER ANDRÉS HENAO é Bacharel em Filosofia pela Universidade de Integração Latino-Americana (UNILA), Brasil, e mestre em Filosofia pela Universidade de Brasília (UnB), Brasil. Suas áreas de interesse incluem filosofia política e pensamento crítico latino-americanos, marxismo e filosofia clássica alemã. Estuda a guerra às drogas sob uma perspectiva marxista, a cidade, o corpo e as emoções, bem como a memória e a resistência da intelectualidade amefricana.

A Revista O Menelick 2º Ato é um projeto editorial de reflexão e valorização da produção cultural e artística da diáspora negra com destaque para o Brasil.