agosto de 2015

TIGANÁ SANTANA: FILOSOFIA KALUNGA EM DESÁGUE

Luciane Ramos Silva

 

 

 

fotos Rodrigo Somba, Kosuke Arakawa
e José de Holanda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 “Eis me aqui, serei eu a voz que nunca seja, já que voz pode remeter ao que não há”.
(Mama Kalunga)

 

 

Cantor, compositor, instrumentista e poeta, o soteropolitano Tiganá Santana traz novas correntezas para a musica brasileira. Seu pensamento liquefeito em música, remete a percepções de tempos, memórias e paisagens que se fundam nos legados africano-brasileiros assim como falam da experiência e aventura humanas, as que se escancaram e as que não se desvenda.

 

Se a palavra nas tradições negro-africanas não são apenas meio de comunicação, mas formas de conferir existência, Tiganá transforma o princípio em corpo-pensamento. Sua dedicação ao verbo vivido atravessa os campos da literatura e da música. Nos três álbuns já lançados Maçalê, produção independente, The Invention of Color, promovido pelo selo sueco Ajabu! primeiramente na Europa e depois no Brasil e Tempo e Magma, bem chegado em belíssimo concerto com a participação da banda baseada no Senegal Sobô Badê, o artista imprime força de realização às suas palavras.

 

Transitando em grafias da academia e das artes, o artista desenvolve pós graduação no departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – esmiuçando o  pensar proverbial Bantu na obra do congolês Kimbwandende Kia Bunseki Fu-Kiau (1934-2013), referência da moderna escola de pensamento Bantu-Congo ( ainda não traduzido para a língua portuguesa).

 

Seu livro O Oco-transbordo, editado em formato artesanal pela Rubra Cartoneira Editorial, anuncia uma obra poética entrelaçada a discussões sobre o que pode ser o existir senão um transbordar do vazio, expressão pulsante também na narrativa das suas canções.  “É preciso sair de onde se está, apunhalar, de frente, a vocação e tê-la informe, transfigurada, de melancolia, mas de fundo interino, de dutos, mas de opção por uma trilha em vez de outra“.

 

No dedilhar de nossa conversa, Tiganá mostra-se um ser humano interessado pelas percepções plurais de pensamentos e pelas singularidades que nos sãos formadoras. “ O nada é o que não sabemos. Esse nada é o que mais me interessa”. Isso talvez seja minha mola propulsora maior. Esse lugar que não tem som, não tem cor, não tem pensamento, sensação nem imaginação”. Ao anunciar a ideia um “oco profundo” , o artista retoma a cosmovisão oriunda das presenças civilizatórias Banto através da ideia/conceito/imagem da  Kalunga – que pode ser entendida como um processo e princípio de mudança e vitalidade. Um símbolo que agrega os mistérios da morte e a saudade do que ficou para trás. Kalunga é a força que transbordou o vazio, comenta Santana. Esse valor, impulsionou, significou e acalentou a vinda das diversas gentes que partiram do continente africano para as Américas.

 

 

TODAS AS LÍNGUAS

 

Suas canções em português- brasileiro, quicongo, quimbundo, Wolof, Mandinka, inglês e francês conferem amplitude à obra. Há que se destacar o aprofundamento nas letras em quicongo e quimbundo, raríssimas nas obras musicais de artistas contemporâneos brasileiros. Ao cantá-las Tiganá nos lembra das confluências das línguas africanas que em território brasileiro fizeram brotar esse português de chamego, quilombagens, ginga e outras tantas africanidades.  E não se trata apenas de presenças léxicas, mas de sentidos, dinâmica e, portanto, formas de ver o universo.

 

A música de Tiganá está no mundo. Sem pertencimentos essencialistas abre possibilidades para uma obra plural que não perde os fios dos mares que o liga (nos liga) às Áfricas.  Seu discurso chega com a dignidade daqueles que têm consciência e afeto por seus alicerces familiares e ancestrais. Sua erudição desconcerta qualquer visão eurocêntrica que aufere aos artistas negros apenas o valor do inato, do negro-máquina.  O cultivo do artista se aprofunda nas filosofias, ciências, estéticas que germinam s formas africanas de concepção de mundo. Num Brasil que insiste em reforçar que a fonte da ciência são as terras europeias, esse upload é sempre bem vindo.

 

As dimensões políticas que inevitavelmente atravessam sua experiência como pessoa e membro de coletividades trespassam a obra com corte e profundidade. Os dilemas das mulheres negras, as realidades neocoloniais – Tiganá não se ausenta das questões que remexem as nossas carnes. Muito pertinente sua fala, no início do Concerto de lançamento do álbum Tempo e Magma no Sesc Pompéia, São Paulo quando relata, indignado, a saga que os artistas da Banda Sobo Bade enfrentaram para adentrarem solos brasileiros oficialmente – Um acontecimento comum, mesmo aos artistas e intelectuais detentores de chancelas, cartas, vistos e demais exigências. Mas como arte é assunção, o artista redesenha as pontes com o continente africano com a devida dignidade, inscrevendo sobre as marcas ainda presentes da (Pós) Colônia.

 

Ao mergulharmos na arte de Tiganá Santana adentramos moradas muito caras à experiência brasileira. Sua voz grave e terna preenche espaços silenciados, seu violão- tambor (concepção própria com afinação e disposição cordofônica específicas) risca na pedra da memória existências que vem de longe.  Assim, ele não vai sozinho. Nos leva, leva mundos, histórias e tempos.

 

O álbum duplo, Tempo e Magma, criado na paisagem vulcânica de Toubab Djalaw, Senegal, não recebe a numeração convencional como disco 1 e 2, mas sim as denominações interior e anterior. A interioridade é caminho para acessar a anterioridade, afirma o criador. Álbum denso e apurado, exige dedicação na escuta.

 

Em sua aliança com a cantora Virgínia Rodrigues, dirigindo seu mais novo álbum Mama Kalunga (2015), em parceria com Sebastian Notini, traz um primoroso repertório que retoma canções do maestro Abigail Moura, tão pioneiro e pouco conhecido, Geraldo Filme, legendário timoneiro do samba paulista, Paulinho da Viola, Suzana Baca e outros ouros negros. A irmandade com a cantora Fabiana Cozza já fez brotar novidades que, oxalá, serão lançadas no Brasil ainda este ano.

 

Sua escrita não é apenas alusão e homenagem, mas elucidação de pensamentos e cosmologias. Forma e fluência fazem da língua um caminho de acesso à cultura. Suas reflexões assentadas em música alçam voos dilatados – dignos de uma arte que não cabe em setores, tipos e outras tantas caixas. Num tempo em que o espírito do capitalismo embala e sufoca as culturas musicais contemporâneas, águas que arrebatam são necessárias.

 

 

OMENELICK 2ºATO: A AFRICANIDADE PRESENTE NO SEU TRABALHO É PONTO DE PARTIDA PARA SABER QUEM VOCÊ É?
TIGANÁ SANTANA: Sim e não. Na mesma proporção. Esse lugar de ancestralidade presente é um lugar de assentamento importante, uma bússola importante na experiência de existir como pessoa sem dúvida. E a partir deste lugar que me catapulta a existir de determinadas maneiras, evidentemente ligado a outras combinações – Esse lugar me conduz a um abismo profundo. Uma dança entre o que nada sei e outra onde supostamente sei alguma coisa.

 

OMENELICK 2ºATO: DOS RIOS QUE LEVARAM À DIPLOMACIA / FILOSOFIA /MUSICA
TIGANÁ SANTANA: Minha formação vem de várias pessoas…  mãe, Irani Santana, fundadora do Movimento Nefro Unificado nos anos 70, formou-se em Letras e Artes Cênicas, foi ligada ao bloco afro Ilê Aiyê, onde posteriormente se tornaria diretora. Sempre militante, sempre preocupada com educação. Entendo que ela quis que eu fosse diplomata para quebrar a hegemonia racista do Itamarati. Então eu fui estudando uma língua e outra, numa época em que todas as coisas me interessavam. Hoje eu não sou assim. Hoje eu me interesso por algumas poucas coisas. Mas quando mais novo eu me interessava pelas coisas, quaisquer assuntos e sujeitos. Mas à uma certa altura eu declinei dessa história (ser diplomata) e quis estudar filosofia na Universidade. À essa altura o violão já havia chegado (eu devia ter uns 14, 15 anos quando comecei a estudar e tocar) e então na UFBA comecei a estudar filosofia e a única coisa que me fez titubear um pouco foi a possibilidade de talvez estudar composição, entrando no departamento de música. Mas aí eu desisti porque não estava interessado na música nessa dimensão. Eu não queria falar, saber de uma literatura musical, eu não queria que a música ocupasse um lugar desvendável, devassável na minha vida. Portanto segui na filosofia e me formei. Eu gostava de escrever poesia, fazer livros colados, grampeados… Mas aí a música, com toda sua força de água, vem rasgando os territórios estabelecidos e apontando cursos. Ela foi chegando, chegando de modo que eu não conseguia mais escrever sem auxilio dela. Então os poemas foram se transformando em canção.

 

OMENELICK 2ºATO: CONHECIMENTO ACADÊMICO E AS FORMAS AFRICANAS DE PERCEPÇÃO DOS MUNDOS
TIGANÁ SANTANA: Tenho lido o pensador congolês Fu-Kiau. Escrevendo sobre ele na Pós-graduação do departamento de Letras da USP   o meu trabalho aborda as sentenças em linguagem proverbial apontadas em alguns de seus textos que tratam do que ele chama de Cosmologia Africana Banto-Congo. Então por força desse próprio trabalho, e não só, mas por força da relevância desse texto para mim, estou lendo de novo, de novo e de novo. Eu iniciei uma tradução do texto, mas não sei o que acontecerá.

A ligação com a Universidade foi algo que surgiu. Não sou acadêmico nem nada. Fui estimulado por algumas pessoas como o Álvaro Faleiros do departamento de Letras Modernas da USP, também ligado aos Estudos da Tradução. Como negro não posso me dar ao luxo de não estar nesses espaços. Isso é muito claro. O pensamento se deve espraiar nessas diversas possibilidades de corpo-pensamento. Isso vem através de um tema musical, vem através daquilo que não se desvenda que não se desvela, dentro de uma perspectiva positiva e ao mesmo tempo se pode encaminhar na escola de pensamento e produção acadêmica. Então, reconhecendo isso é que eu pude estar agora nesse espaço porque simbolicamente é importante que estejamos nesses espaços. Não só simbolicamente, mas efetivamente como pesquisadores, negros, etc. Então aqui eu já me refiro a outros desdobramentos deste ser que não é nada. Que não é negro, não é homem nem mulher. Por outro lado, muita gente morre, muita gente não tem o direito de viver com alguma plenitude suposta, em nome do fato de apresentarem alguns desses desdobramentos, ou como diria Aristóteles, alguns desses acidentes. Mas, no entanto, muitos morrem em nome disso que tanta gente, quando é conveniente, tenta minimizar ou reduzir a um lugar. Isso essencializa forças do ser. Acho que isso é dialógico com a vida em suas reentrâncias tantas, em suas apresentações tantas.

 

OMENELICK 2ºATO: A PRESENÇA DAS LÍNGUAS AFRICANAS NOS FALARES BRASILEIROS.
TIGANÁ SANTANA: O quicongo é uma língua ligada aos Bakongos e o quimbundo não. Mas são línguas com muita similitude, são línguas irmãs. Esse Ki indica “língua de”, língua de Congo, do N´Kongo, que é a pessoa que pertence à civilização dos Bakongo. Essa pessoa é um mucongo ou uma mucongo. O quimbundo é uma língua de Angola basicamente. Há uma presença do quicongo no norte de Angola onde se situa o Mbanza Congo, que foi capital do Reino do Congo e que se espraiou pelo centro sul do pais conhecido hoje como Congo. Importante não confundirmos Congo civilização e Congo referente aos territórios que hoje compreendem os países que conhecemos de maneira mais direta como Congo Kinshasa e Brazaville.

Essas línguas são extremamente presentes no português corrente falado no Brasil. Eu quero lembrar a pesquisa da professora Yeda Pessoa de Castro, etnolinguista que se doutorou na então Universidade do Zaire – me refiro ao Zaire (Congo) e não ao Zaire (lugar) que se situa em Angola – o que me faz lembrar de um poema do Rui Duarte de Carvalho (1941-2010) – Uma árvore no Zaire, que é lindíssimo.

 

Uma árvore, no Zaire
recorta-se na luz que a tarde inverte e ascende
Num derradeiro esforço de energia.
Recupera-se, agreste
da rede percutiva que a cercou.
Concentra-se na fibra do seu cerne (…)

É um poema longo…

 

Quero lembrar sobretudo as línguas do chamado tronco linguístico banto e que são enquanto línguas africanas as mais presentes no Brasil. Nós falamos uma série de palavras advindas dessas línguas e que substituem palavras na língua portuguesa ou indígenas: caçula, bengala, sanha, moleque… e a professora Yeda sustenta a ideia de que há uma influência na sintaxe propriamente então a possiblidade de fazer canções nessas línguas foi algo que aconteceu. Não premeditei fazê-lo. Determinadas melodias solicitavam essa possibilidade de expressão. Determinados lugares sonoros demandavam. Não sou exegeta nessas línguas, portanto falo como um brasileiro descendente de africanos majoritariamente, que tem um interesse por esse mergulho e por estar já previamente mergulhado nisso.  Mas também reconheço o lugar politico que isso tem. É uma combinação desses lugares de atuação – na Academia e no que se chama de arte.

 

 

OMENELICK 2ºATO: A ANCESTRALIDADE PRESENTE
TIGANÁ SANTANA: Esse lugar prévio é estar ligado precipuamente ao candomblé de linhagem que se possa chamar de Congo-Angola; é conviver com esse modus-operandi que vem de uma determinada forma de falar, de se referir as coisas e de se comportar diante delas, que é uma situação que compartilho com tantas pessoas no Brasil e não só. Portanto, já estando nessa situação fui levado a estar nela também de outras formas – a partir de algumas que já estão instauradas e me interesso por isso tudo, isso é formador, traz sentidos – uma vez que a gente dá sentido às coisas na vida eu não acredito que ela traga esses sentidos – a gente os imprimi. É importante compreender porque daí a gente não hierarquiza esses sentidos. O sentido que eu ponho na vida não é mais importante do que o sentido que o outro dá. Eu espero que isso, de alguma maneira possa se comunicar com alteridades e sem que necessariamente essa seja uma comunicação que ocupe um lugar de literalidades. Prefiro que ela ocupe um lugar primeiro de frequências e segundo que ela possa ter essa atuação política ligada à população negra – neste lugar e em outros.

 

OMENELICK 2ºATO: SOBRE AS DISTÂNCIAS DO BRASIL COM AS LÍNGUAS AFRICANAS
TIGANÁ SANTANA: A língua é uma possibilidade profunda de penetração numa cultura. Então é sabido que temos vetores culturais importantes, formadores e estruturantes. Daqueles advindos de partes do continente africano. Portanto é importante sim esse mergulho profundo. Uma língua não está dissociada de uma cosmovisão. Só que não temos esse referencial nem advindo de culturas africanas nem indígenas o que evidentemente é sistêmico.  Existe uma intenção sistêmica político institucional. Eu não acho que exista uma língua que evoque alguns setores mais profundos da experiência humana mais do que outras, mas é importante que nós mergulhemos nesses outros lugares de linguagem, pensamento, existência que nos são também tão próximos. Fu-kial faz uma crítica no seu livro Cosmologia Africana Banto-Congo sobre essas pessoas que se dizem africanistas, estudiosos de tantas coisas advindas do continente africano e muitas delas não sabem nenhuma língua desse imenso continente. Como podem entrar numa determinada possibilidade de pensamento sem esse contato com a língua? No caso de outras experiências, a relação com esses idiomas pode se dar de outra forma, sem uma relação necessariamente formal, racional com essas línguas.

 

OMENELICK 2ºATO: TOUBAB DIALAW E AS OUTRAS PONTES COM ÁFRICA
TIGANÁ SANTANA: Fiz uma residência artística promovida pela Unesco em Toubab Dialaw (Senegal) por quatro meses e meio. Essa experiência reverbera até agora. Lá conheci pessoas e situações muito particulares e que mudaram, revolveram algumas coisas dentro. Lá conheci músicos do Senegal, Mali e Guiné Conacri e ao final da estadia gravamos o disco TEMPO E MAGMA que foi lançado em janeiro no Japão, fevereiro na Europa e Oceania e foi o quarto disco mais baixado na Europa.  O disco teve patrocínio da Petrobrás – com a qual pude pagar todos os músicos africanos que fizeram parte. É como se fosse uma restituição disso. Pagar dignamente todos os músicos africanos. A Petrobrás jamais faria isso. Então foi uma ínfima ação social, racial, histórica que me deu muita alegria, muito orgulho. São músicos impressionantes. Aquele mar, aquelas camadas abertas, as coisas continuam a reverberar por aqui.

 

OMENELICK 2ºATO: ÁFRICAS – TÃO LONGE E TÃO PERTO. Sobre a composição LE MALI CHEZ LA CARTE INVISIBLE
TIGANÁ SANTANA: África é uma invenção. Ela pode ser uma a partir de muitas coisas profundas. Ali eu falo de um lugar de origem. O Mali é na verdade uma metáfora, uma representação, um lugar presente naquele continente e num mapa que não se vê, que não está nessas projeções cartográficas – Peters, Mercator…que tem uma intencionalidade determinista tão clara. São outros mapas, outros espaços, outras topografias para que não nos atenhamos somente a esse lugar físico, dessas Áfricas quer imaginárias, quer reais. É uma canção num francês crioulizado para dar a dimensão da reconstituição, das respostas, do redesenho à uma situação colonial. Você responde usando a língua de quem impôs.

A criança é a origem de uma experiência civilizatória e é quem ainda não pertence totalmente a todos esses códigos civilizatórios. Porque tem em si movimentos peristálticos contra civilizatórios. Fala de algumas Áfricas possíveis, a respeito de indivíduos que tem o direito de ser.

 

 

OMENELICK 2ºATO: BLACK WOMAN lonely human being
TIGANÁ SANTANA:
É tudo muito direto nessa canção. Ser homem negro é uma coisa. Ser mulher negra é outra. Há muita destituição. Eu quis reunir um homem (eu) e uma mulher branca (Ane Brun, que interpreta a canção) para falar de uma figura que é mote de tantas violências. Não só no continente africano, mas no Americano… Eu precisava falar. É uma das situações mais complexas a da mulher negra.  Eu quis reunir os seus principais violentadores protagonizando o homem e o branco.

 

OMENELICK 2ºATO: TEMPO E MAGMA e suas ideais de profundezas
TIGANÁ SANTANA: O tempo é o agente de transformação e revelação desse magma. O magma é a forma mais antiga da terra e ao mesmo tempo, quando um vulcão entra em erupção é a lembrança, a presentificação dessa forma primeira, ou não forma. E como você sabe Toubab é uma cidade vulcânica.

 

 

 

 

Luciane Ramos Silva

Luciane Ramos Silva é antropóloga, bailarina, mobilizadora cultural e membro do Conselho Editorial da Revista O Menelick 2º Ato. Doutoranda em Artes da Cena e mestre em antropologia pela UNICAMP. Bacharel em Ciências Sociais pela USP. Atua nas áreas de artes da cena, estudos africanos e educação.

A Revista O Menelick 2º Ato é um projeto editorial de reflexão e valorização da produção cultural e artística da diáspora negra com destaque para o Brasil.