abril de 2026
TERRITÓRIO FÉRTIL, ETAPA 06. / TETÊ
Redação
Um dia, dois encontros, e muitas camadas de uma prática artística que insiste em existir!
Em comunhão com Tetê, nosso Território Fértil atravessou dois momentos distintos e profundamente conectados neste último sábado (11): Primeiro, na sede do Jamac (Jardim Miriam Arte Clube), uma conversa aberta sobre sua trajetória — processos, deslocamentos, escolhas e as formas de sustentar uma prática que se constrói entre palavra, corpo, espaço e urgência. Na ocasião, discutimos também o vibrante portfólio de Tetê, seguido de uma oficina criativa onde – estimulados pela poema “Cruzadas” (e, em especial pelo verso “Eu vou aparecer bem no meio do seu sonho”), de autoria de Tetê – as pessoas participantes produziram pequenos versos que foram imediatamente prensados em um impressora RISO (Risograph).
No período da tarde, nos deslocamos para a Galeria Vermelho, para o lançamento da plaquete “Não sei namorar” — um gesto editorial que tensiona escrita e vida, e publicado em parceria com o Jamac, dentro da série de publicações independentes “Autoria Compartilhada”.
Ali, a conversa se expandiu: a precariedade como material, o delírio atravessando o método, a fascinação como motor e desarranjo, o desamparo como condição, e a escrita como experimento próprio do existir.
“Não sei namorar” se apresentou quase como um programa poético — um modo de estar no mundo, de testar linguagem, de sustentar contradições.
Entre fala e publicação, entre escuta e gesto, o que se constrói é uma obra que não separa arte e vida — mas as coloca em fricção constante.
Vamos ler, ver e ouvir Tetê!









